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O sagrado, agora

por | Maio 29, 2020 | Espaço Holístico | 0 Comentários

A Terra pede passagem. Em um momento de profunda mudança e transformação, interna e externa, em meio a uma crise que alcança todo o planeta, o feminino nos pede silêncio. A Terra traz suas lições. Quais sementes estamos semeando e quais desejamos semear a partir daqui? Quando a vida voltar ao normal e pudermos nos abraçar, nos beijar, nos ver e nos celebrar, para além do medo de qualquer contaminação, como será nossa normalidade? Quais sementes teremos plantado?

Para entender e nos conectar com o sagrado feminino, com a força desse aspecto da vida em tudo que é, é importante silenciar. É no escuro de nossa sombra, de nossa Terra interna, banhada pelas nossas águas sempre que sentirmos necessário, que conectamos com algo que está pulsando em nossa alma e quer desabrochar. Quais flores queremos ter em nosso jardim? Como podemos permitir sua saída para que, ensolaradamente, pulsem vida para todos ao redor?

A natureza tem seus mistérios. Mas sua generosidade é maior que seu mistério. Por isso, todas as almas abertas a receber dela, sempre são acolhidas. Ela é a Grande Mãe, que tudo acolhe, recebe e transmuta. Que tudo ensina, pacientemente. Ela nos relembra nosso lugar, nossa conexão. Então respira esse ar. Percebe o que o vento quer te ensinar. Sente a terra embaixo de seus pés. Sente seu frio, sua umidade, suas texturas, sua vida que brota em todo canto. Percebe que você também é essa vida que brota em todo lugar. Recebe essa pulsão em ti e reconecta com o que você é: vida, amor, semente, transmutação. Espalhe as sementes e se regozije na alegria de vê-las em tudo ao redor.

Se o sagrado feminino é água, que possamos reconectar às suas lições. Sejamos fluidos, adaptáveis, percorrendo os espaços sem medo dos obstáculos, contornando-os gentilmente e deixando fluir nossas emoções nesse percurso. Sejamos a seiva primordial, a água uterina que tudo cria, o oceano primeiro de onde todos os seres vieram. 

Se o sagrado feminino é terra, que possamos levar nossas raízes às suas profundezas. Retomar o som e o contato com as redes de árvores, raízes, transmutação. Que possamos semear amor, alegria e profundo autoconhecimento, para ver de fato brotar uma nova Terra onde antes havia medo e incompreensão.

O chamado está no ar. Apuremos os ouvidos. Vamos lembrar dos prazeres simples de apenas ser, banhados pelas bênçãos de aqui estar, em total conexão com a Criação perfeita que vem de Deus, honrando sua amorosidade e beleza.

Renata Santos
Terapeuta Holística

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