Animais domésticos: escolhas e convívios

by | Sep 11, 2019 | Corpo e Mente | 0 comments

A neurociência explica que quanto mais estímulos ao cérebro, mais conexões neurológicas se formam. Crianças realizam várias vezes a mesma atividade com o animal, aperfeiçoando suas habilidades motoras e executando atividade física. O ideal é escolher um pet adequado ao estilo de vida de cada criança.

Até os 7 anos, os pais devem supervisionar qualquer relação entre filhos e bichos. E se recomenda controle de pulgas e carrapatos por meio de consultas veterinárias regulares, além de lavagem das mãos após o contato.

Entre os benefícios para as crianças na relação com os pets, destacam-se:

1-Aprende-se a fazer leitura corporal e a comunicação não verbal, elementos fundamentais para a empatia.

2-Desenvolve-se a capacidade de aprender a ver o próximo como alguém com características e sentimentos diferentes dos seus, afastando comportamento egoísta.

3-Lições de vida – nascimento, reprodução, doenças, acidentes – e respeito por outros seres vivos.

Na escolha dos animais, os cães devem apresentar comportamento extrovertido e serem dóceis, brincalhões e companheiros.

Os gatos são mais independentes e exigentes na relação, ajudando a criança a exercitar o respeitar a vontade do outro. O ideal é que sejam sociáveis e adaptáveis.

Canários belga, periquitos e calopsitas são pouco ariscas e bastante afetivas. O ideal que elas peguem na mão e alimentem apenas após os 7 anos, quando já distinguem o mundo da fantasia com a realidade.

Entre os roedores, destacam-se a chinchila, tranquila, tímida e dócil. Por serem de hábitos noturnos, a interação com as crianças é um pouco prejudicada. O porquinho da índia e os hamsters são tímidos, mas sociáveis, e são mais dispostos a brincar com o dono.

Os coelhos são sociáveis, afetuosos e necessitam atenção e muita atividade, variando a sua personalidade.

Por Rômulo Bonassina  Warken

Médico Pediatra
(CREMESC 23644 RQE 14395)