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Pai, seja como for

por | ago 9, 2019 | Colunistas | 0 Comentários

Ter um pai é quase um luxo, uma sorte. Pai, me refiro àquele de verdade. Quem tem um sabe. Um pai não precisa necessariamente estar presente o tempo todo. Mas SER presente. Deixar uma herança de valores para vida, ensinar, amparar, amar. Existem muitos tipos de pais. Tem aqueles que são originalmente tio ou avô, e até mulher. Mas que na essência desempenham seu papel de pai. Padrastos, irmãos mais velhos, padrinhos, vizinhos. A figura de pai pode ter diferentes faces. Mas nenhuma dúvida quando é o coração que o elege.

Existem os pais durões, os pais brothers, os pais que trabalham muito fora e aqueles que pilotam o fogão como ninguém; os que dão sermão e os que dão umas palmadas; os pais solteiros e os pais que amam em silêncio, como o meu.

Há tempos eu repito o quão prazeroso é ser o “menino da casa”. Minha infância teve bonecas, carrinhos e todas as ferramentas do meu pai. Juntos, construíamos e destruíamos muito por lá. Nas pescarias de inverno, em que eu segurava os peixes que ele pescava, batendo queixo de frio, mas aguentando feito “macho”. 

Meu pai é um homem simples. Que mesmo sem verbalizar seu amor, sempre se desdobrou em mil para que nunca nos faltasse nada, construindo nossos sonhos com ferro e uma engenharia aprendida na vida. E estar com ele no seu universo, compartilhando dos mesmos pensamentos, sempre foi nosso maior diálogo. Na pesca, fazendo engenhocas de aço inox, na lida com a terra. Ali nos conectamos e nos compreendemos.

Meu pai lê pouco o que eu escrevo. Foi a quase nenhuma reunião da escola. Não é muito bom com datas ou demonstrações de afeto. Mas do seu jeito único e de poucas palavras manifesta seu amor. Meu pai, como o seu, não é um super-homem, não é perfeito. Trouxe pra a sua cria a bagagem que aprendeu com seus, em um tempo totalmente diferente do hoje. E amá-lo, do jeitinho que ele é, requer empatia, compreensão.  Nesta data, meu desejo é que haja entre pais e filhos CONEXÃO, porque pai é amor, seja ele como for.

Sobre o autor

Glaucia da Rosa Damazio

Quando escrevo tantas histórias sobre outras pessoas, fica difícil falar de mim mesma. Eu sou instinto de compartilhar. Vontade de comunicar. Prazer em ouvir. Gana de falar. Eu posso ser daqui a pouco uma nova, depende de qual outra história me atravessar. Eu sou um pouco de cada uma delas, ou todas juntas, somadas às minhas. Eu sou sua dor e sua alegria. E às vezes eu não sou. Eu sou natureza. Sou mar, sou terra, sou ar, sou fogo. E amanhã eu descubro mais um pouquinho de quem sou. E as melhores descobertas são as que vão parar no Jornal PDR!

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