Orelhas ao vento

by | Aug 5, 2019 | Colunistas | 0 comments

No inverno, a atividade náutica diminui, mesmo para os mais aficionados – no meu caso, pelo windsurf wave, que sofre as necessárias restrições devido à pesca das deliciosas e nutritivas tainhas. E logo ao término dessa estação, durante a qual as praias são parcialmente fechadas para o surf, começa a temporada de ventos fortes e boas ondas.

Então, como colunista de esportes náuticos, principalmente os impulsionados pelo vento, eu fico meio sem assunto e sou obrigado a me inspirar na outra grande paixão da minha vida: os animais, em especial, os cães.  E o mais interessante disso, é que os barcos, o velejar, a natação e outras atividades na água são perfeitamente conciliáveis na companhia da cachorrada.

A maioria dos cães adoraria velejar, basta ver a alegria que eles sentem quando passeiam de carro com a janela aberta e as orelhas ao vento. E os donos adoram vê-los felizes brincando na água, ocasionalmente sendo homenageados pelos respingos de uma chacoalhada do seu peludo molhado, que faz questão de fazer isso bem ao seu lado. 

É verdade que existe certa resistência em relação a eles perambulando livres pelas praias. Mas nunca existiu nenhuma restrição legal ao embarque ou ao contato de animais com águas abertas. A história comprova sua utilidade no convés de embarcações ao longo de milênios, como por exemplo na função de um radar infalível em meio a um denso nevoeiro, ou simplesmente para latir e apontar o focinho na direção da terra firme mais próxima.

 Foto: Oracle Globe