Rinite alérgica: uma super defesa do corpo

by | Jun 27, 2019 | Corpo e Mente | 0 comments

O principal desconforto da mudança de estação nada mais é do que um mecanismo de defesa do próprio corpo

“A Rinite alérgica é a doença crônica da mucosa do nariz que mais afeta as crianças e adultos, diminuindo a qualidade de vida e o desempenho escolar e social”, aponta o médico Pediatra Rômulo Warken. No Brasil, cerca de 25% da população sofre com os sintomas da rinite, que incluem espirros seguidos ou em crises, coriza aquosa, obstrução nasal e coceira após a exposição aos alérgenos, como poeira, ácaros, baratas, fungos, caspas de animais – cão e gato -, polens e os poluentes ambientais, como a fumaça de cigarro.

O nariz é o primeiro local por onde o ar passa até alcançar os pulmões. Dentre outras atribuições, ele é responsável pela limpeza, umidificação e aquecimento do ar inspirado. E para exercer essa função corretamente, o nariz possui um complexo mecanismo de defesa. Por isso, ao entrar em contato com alguma substância tóxica, desencadeia uma resposta para impedir que essa substância chegue aos pulmões. A reação, que é normal e todas as pessoas, se torna uma alergia não por falta de defesa do organismo, mas pelo seu excesso. O sistema imunológico das pessoas alérgicas, por características genéticas, interpreta que determinada substância é tóxica, e que precisa proteger o organismo contra sua entrada.

Atenção aos sinais do corpo

O fator genético é marcante na rinite alérgica, que pode iniciar em qualquer idade da vida, embora seja mais comum na infância e na adolescência, e atinge igualmente meninos e meninas. “O tratamento é feito com medicações que controlam a inflamação da mucosa nasal. Deve-se também cuidar do ambiente, afastando os alérgenos e poluentes. Medicações como antialérgicos e corticoides tópicos nasais são úteis no controle da doença, assim como a imunoterapia (vacinas para alergia), em casos que não se tem o controle com medicações e o controle ambiental é difícil. Mas qualquer medida deve ser sempre tomada com acompanhamento médico”, pontua Rômulo.

 “Se o seu filho apresenta obstrução nasal frequente ou persistente, respira pela boca, tem roncos noturnos, coça o nariz e os olhos, tem crises de espirros ou o nariz escorre o tempo todo, além de lacrimejamento ocular, olhos vermelhos e inchados, tosse persistente ou em crises, dores de cabeça ou resfriados que demoram a melhorar, pode ser que seja rinite alérgica não diagnosticada”, alerta o médico Rômulo.

Proteja-se!
Confira algumas dicas para evitar a rinite na sua casa:
– Manter a casa arejada e ensolarada, evitar umidade e vazamentos e não abusar dos umidificadores de ar.
– Evitar carpetes, tapetes ou forrações, especialmente nos quartos.
– Evitar móveis estofados ou objetos que acumulem pó.
– Manter bichos de pelúcia ensacados.
– Retirar o pó com pano úmido, evitando vassoura ou espanadores.
– Aspirar colchões semanalmente.
– Usar capas impermeáveis no colchão e travesseiro e limpá-las com pano úmido toda semana.
– Lavar roupas de cama semanalmente com água quente.
– Evitar cobertores de lã, preferindo edredons.
– Evitar cortinas longas ou com muitas camadas de pano, preferindo persianas verticais de PVC. – que devem ser limpas com pano úmido semanalmente.
– Manter animais de pelos preferencialmente fora do quarto ou da casa.

É importante salientar que o cigarro, a poluição, os odores fortes e os produtos químicos funcionam como irritantes primários, agredindo a mucosa respiratória, independentemente de componentes alérgicos e devem ser evitados. O cigarro está claramente associado a uma série de doenças respiratórias na infância, pois os filhos de pai ou mãe fumante serão sempre fumantes passivos”, salienta o pediatra.

Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria; drauziovarella.uol