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Neste 28 de julho, o Jornal PDR saúda àqueles que cultivam o alimento que chega à nossa mesa. Nos tempos atuais, não basta plantar. É preciso plantar pensando no bem-estar e na biodiversidade da natureza. Um feliz dia a todos os agricultores agroecológicos em grande ou pequena escala! A todos que cultivam a terra com amor e respeito!

Para reflexão, o texto da Maria Mendizábal, da @ambai
“Não adianta falar de preservação e tirar todo o “mato” do terreno e colocar grama e plantas exóticas.
Não adianta falar de preservação e construir 10 casas de aluguel num terreno de 500 metros quadrados.
Não adianta lutar contra a natureza tentando deixar “áreas limpas” para vender terrenos.
Não adianta fazer empreendimentos imobiliários e destruir vertentes acabando com espelhos de água.

As plantas que crescem nos terrenos quando paramos de cortar a grama são as plantas nativas pioneiras tentando regenerar a floresta. Primeiro crescem os capins, as vassouras, carquejas, marcelas, lantanas, erva baleira, etc. Esses arbustos e herbáceas vão criar o ambiente propício para logo começar a crescer as primeiras árvores pioneiras: capororoca, ingá, jasmin cata-vento, grandiuva. E logo viram os ipês, Perobas, canelas etc.

São diferentes estágios de sucessão da floresta, mas se não deixamos que eles aconteçam. Degradamos e fragmentamos a floresta existente o equilíbrio acaba. As aves e as borboletas começam a desaparecer, a água a faltar e a beleza do lugar a mudar.
Precisamos de uma mudança de valores, educação ambiental, sensibilidade, honestidade, informação e capacitação suficiente para compreender que existem opções de gerar emprego e rentabilidade econômica de modos mais respeitosos com o meio ambiente, de quem dependemos para existir.

Sistemas agroflorestais, agroecologia, sistemas silvopastoris (árvores, pastagem e gado numa mesma área ao mesmo tempo e manejados de forma integrada), ecoturismo. Esses são alguns exemplos de produção sustentável de recursos.
Ou continuamos ocupando a terra sem planificação e devastando a natureza ou tomamos as ações necessárias para um desenvolvimento sustentável.
Preservação e recuperação não é uma questão exclusiva dos ambientalistas, e uma questão de segurança nacional pela qual todos os atores da sociedade precisam trabalhar em conjunto.

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