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O isolamento social e nossa relação com o consumo

por | jul 24, 2020 | Estilera | 0 Comentários

O distanciamento social dos últimos meses nos fez ficar mais tempo em casa e nos afastou (por um tempo) das pessoas que gostamos. Deixamos de frequentar nossos lugares preferidos e nossa rotina mudou. Com isso, buscamos ocupar o tempo e nossa cabeça.

Uma das coisas que podemos afirmar com sucesso é que a pandemia nos trouxe de volta hábitos antes muito utilizados por nossos avós. O fato de passarmos mais tempo em casa, despertou o interesse por afazeres como crochê, pinturas, bordados, tinturaria natural com flores e folhas do quintal; fazemos nossa própria comida, muito mais do que antes, reformamos nossos móveis, e o que mais os meios digitais puderem nos ensinar.

Buscamos plantar, decorar e reformar nossas roupas. Nunca fomos tão criativos!

A tecnologia é uma aliada de extrema necessidade diante desse contexto, e sem ela a quarentena estaria sendo mais difícil. Ela facilita o contato com pessoas queridas, ajuda na na aprendizagem, com milhares de cursos on-line disponibilizados por redes de ensino. Ajuda também nossos processos de compra de forma virtual.

O que podemos levar em conta é que a maneira de consumir está diferente, o nosso jeito de viver mudou, e a maneira como olhamos para as coisas também, aprendemos a valorizar o conforto e a consumir o necessário. Valorizar o comércio local passou a ser quase uma regra.

Tudo isso vem aliado ao pensamento de que a maneira como estávamos vivendo não se sustenta mais. A busca pelo conforto de nossas casas e de nossas roupas nunca foi tão valorizada e o termo homewear nunca esteve tão em alta na moda. A roupa para usar em casa, que também pode ser a roupa para sair, se preciso for.

Pijama é o novo básico

Segundo o site de notícias Nexo, a busca por pijamas no Google chegou a aumentar quase 150% no mês de maio em relação aos outros meses do ano. Percebemos isso nas informações trazidas pelo blog OpinionBox, onde esse coloca que “O isolamento gerou uma série de mudanças e reflexões na forma como as pessoas se vestem, e confirma que 52% sentem falta de vestir uma roupa diferente, mas 49% vão sentir falta de passar o dia todo com roupas confortáveis, depois que o isolamento acabar.” Além disso, 32% acha que, “depois que a quarentena terminar, provavelmente vão se vestir de uma forma diferente do que se vestiam antes”. Compreendemos com isso, a busca por uma moda que vá de encontro com nossas novas necessidades.

Consumo responsável

Desejamos que a partir de agora, se precisarmos consumir, que seja um consumo pensado, um consumo de bens duráveis e necessários, baseado em um estilo de vida em torno daquilo que nos é essencial.
Ainda é difícil dizer se essas mudanças vieram para ficar, mas deixamos aqui nossa reflexão, e desejamos que todas as mudanças positivas que acabaram por surgir derivadas da pandemia, não se desfaçam no final dela, que as pessoas possam voltar a se abraçar cada vez mais, que seus sorrisos sejam visíveis novamente e que a vontade de ajudar o próximo continue presente em cada um.

 

E você, conta pra nós, manda foto, faz um antes e depois!
O que tu aprendeu, consertou, ou reformou na quarentena? Reformar a maneira de levar a vida também é uma forma de aprendizagem.

Por Fabiana Maffezzolli
Designer de Moda – UCPel

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