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Mistérios do Infinito

por | jun 11, 2020 | Cosmos | 0 Comentários

Você já se perguntou o que existe no céu? Do que são feitas as estrelas? O Jornal PDR sim. E perguntou para quem entende. Confira uma série de curiosidades para os amantes do infinito.

Estrelas

Estrelas são esferas gigantes compostas de gases que nasceram de nebulosas e que fazem fusão nuclear para combater a esmagadora pressão gravitacional que a leva para colapso no fim de sua vida. Ou seja: a partir de uma nuvem de poeira e gás interestelar que se formou da morte de uma estrela muito grande, novas estrelas têm origem, como um berçário de estrelas.

Quando a estrela não tem mais energia suficiente para fundir os gases do seu interior, a gravidade vence a batalha e a estrela começa o seu processo de morte, passando pela fase de nebulosa planetária e depois uma anã branca.  Não podemos ter certeza, mas das estrelas que avistamos hoje no céu possivelmente já morreram e ainda vemos a luz que ainda está viajando pelo espaço.  Estrelas muito mais “pesadas” que o Sol (acima de 8 vezes sua massa) nascem, vivem e morrem um pouco diferente.  

Centenas de bilhões de estrelas integram a nossa galáxia, a Via Láctea. Da mesma forma, existem outras bilhões de galáxias com possíveis centenas de bilhões de estrelas. Na nossa Galáxia, podemos ver aproximadamente 8 mil a olho nu, em condições ideais de observação, sem poluição de qualquer natureza. A estrela mais próxima do nosso Sistema Solar fica na constelação de Centauro e se chama Próxima Centauri. Ela é uma estrela anã vermelha e fica a aproximadamente 4,22 anos-luz de distância.

Ano-luz é a distância percorrida viajando durante um ano a velocidade da luz (300 mil km/s no vácuo) e equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.

Buraco negro é um local no espaço infinitamente denso que nem a luz consegue escapar do seu campo gravitacional. 

Planetas

Estrelas que não seguiam o mesmo padrão de movimento das demais (em determinadas épocas do ano, aparentemente andavam para trás) chamavam atenção dos astrônomos antigos. Elas foram chamadas de Planetas. A palavra tem origem grega e significa “errante”. Hoje sabemos que o sistema solar tem oito planetas por definição e cinco planetas anões. Alguns deles podem ser vistos sem auxílio de equipamentos. Para identificá-los, precisamos procurar estrelas que ‘não piscam’. Como os planetas estão muito mais próximos, a luz deles é constante. 

Mercúrio: uma “estrela” muito pequena vista próxima ao sol no anoitecer e amanhecer.

Vênus: a famosa “estrela d’alva”, a primeira estrela do céu, na verdade, é o planeta vênus. O corpo celeste mais brilhante depois do sol e da lua, vistos também próximos ao sol. Em locais muito escuros, a luz refletida deste planeta Vênus faz sombra ao chão.

Marte: nosso vizinho vermelho pode ser visto como uma pequena estrela avermelhada e pálida passando por diversas constelações durante o ano.

Júpiter: o maior planeta do sistema solar também pode ser visto a olho nu com um brilho amarelado relativamente grande fazendo sua órbita por diversas constelações durante o ano.

Com um binóculo ou telescópio pequeno já é possível ver as luas galileanas (aquelas vistas por Galileu Galilei pelo seu telescópio e que mudaram a nossa visão sobre o cosmos), Europa, Ganímedes, Io e Calisto.

Saturno: o segundo maior planeta do sistema solar é magnifico visto através de um telescópio.

Muitas das suas luas também são vistas, além dos anéis e muitos detalhes de sua atmosfera. A olho nu ele é um pouco menor que Júpiter, mas também tem uma cor amarelada.

Os demais planetas só são vistos através de telescópios.

Constelações zodiacais e o movimento aparente do sol 

Você já deve ter percebido que o sol muda de posição no decorrer dos meses. Esse movimento aparente se chama eclíptica, que tem quatro momentos importantes: dois solstícios e dois equinócios. Os solstícios são as marcas da entrada de verão e inverno. Aproximadamente nos dias 21 de dezembro o Sol alcança a inclinação máxima no plano da eclíptica e anuncia a entrada do verão no hemisfério Sul (esse é o dia mais longo do ano). O Mesmo acontece no dia 21 de junho no início do inverno. Equinócio é quando o Sol está no meio da sua trajetória na eclíptica, passando pelo equador. Anuncia a chegada das primaveras e do outono (22 de setembro e 22 de março no hemisfério sul).  Esses dias são uma média, eles variam durante os anos.

As constelações zodiacais marcam a rota que o sol parece viajar ao longo do ano. Cada signo do zodíaco representa por qual constelação o sol está passando ao meio dia. Atualmente, a constelação vigente é Gêmeos, que vai acompanhando o sol. No início da noite, é possível vê-lo com clareza, assim como as constelações de Câncer, Leão, Virgem, Libra e Escorpião. 

Coisas que se movem no céu

Cometas: Uma grande massa de poeira e gelo orbitando o sol que apresenta uma espécie de cauda de vapor de água que só aparece quando ele está próximo ao sol.

Asteroides: grandes rochas orbitando o Sol. Se localizam geralmente nos cinturões de asteroides (origem provável no choque de algum corpo na formação do sistema solar).

Meteoroide: um fragmento ou detrito espacial. Esse termo é usado quando o objeto ainda não entrou na atmosfera.

Meteoro: as famosas estrelas cadentes. Um Meteoro é um meteoroide que entrou na atmosfera.

Bólido: é um meteoro de maior massa que entre em combustão e forma um rastro luminoso.

Meteorito: fragmento que resiste ao contato com a atmosfera e chega ao solo.

Satélites artificiais

Um satélite artificial é algo que as pessoas constroem e lançam ao espaço que onde ele orbita a Terra e outros corpos celestes. Podem monitorar o clima, fornecer coordenadas para os nossos GPS ou até mesmo observar o cosmos. O Telescópio Espacial Hubble é um satélite que tem o tamanho aproximado de um ônibus de transporte público e fornece uma visão incomparável do nosso Universo. 

Os satélites artificiais podem ser vistos quando ainda são atingidos por raios de luz do Sol: no início da noite e no início da manhã. Eles são vistos como pontos de luz parecidos com estrelas que se movem em velocidade constante para uma única direção. Até final de 2019, havia cerca de 5 mil satélites na órbita da terra. O número pode aumentar para 57 mil até 2029. Isso porque a empresa SpaceX e seu projeto Starlink, que visa levar internet de alta velocidade para locais inacessíveis, irá lançar 12 mil satélites. Atualmente a SpaceX já possui 422 em órbita e podem ser vistos a olho nu.

A Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) é o objeto artificial mais luminoso que temos atualmente. Pode ser facilmente rastreada através de sites e aplicativos e é vista como uma “estrela muito brilhante” com uma alta velocidade cruzando o céu noturno. Ela está a 400 km de altura a uma velocidade média de mais de 27.600 km/h. Leva 91,34 minutos para dar uma volta completa na Terra.  É atualmente ocupada por cinco astronautas que têm como objetivo dar suporte a experimentos em microgravidade, monitorar e observar a Terra e dar auxílio em viagens espaciais mais longas.

Para se aprofundar:

Documentários: Cosmos: A Spacetime Odissey; O universo (Netflix)

Aplicativos: Google Sky Maps; Carta Celeste; Sky Walk

 Créditos:

Matheus de Souza Quiles (foto); Astrofotógrafo e estudante de física
@matquiles

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