O importante é ser você!

por | mar 27, 2020 | Corpo e Mente | 0 Comentários

Quando o assunto é em comportamento feminino, uma das questões mais abordadas é a autoestima. Como vai a sua?

“Um olhar diante do espelho, muitas vezes julgador e ansioso a procura de um padrão, imposto por uma sociedade tão miscigenada e, ao mesmo tempo, tão crítica”, pontua a Psicóloga Karine Kjellin. Você se identifica? A especialista explica que a falta de autoestima é uma das grandes causas dos problemas femininos, dificultando a mulher em colocar limites, em dizer “não” e em fazer o que tem vontade. “A falta de autoestima tende a viver de acordo com o ‘padrão’ evitando o julgamento e a exclusão. A mulher busca tanto um padrão, que fica praticamente cega diante das suas próprias qualidades.

Há muitos casos em que questiono uma mulher sobre suas qualidades, suas habilidades, e ela não consegue me responder por estar focada naquilo que não tem (mas que acha essencial para se sentir bonita). E me preocupa quando ouço que, para ficar mais bonita, ‘preciso emagrecer, as roupas não entram mais’ ou ‘preciso engordar, as roupas estão frouxas’. Afinal, que padrão é esse que as mulheres buscam?”, questiona Karine.

Somos todos iguais – ou não

A psicóloga sugere que homens e mulheres são iguais, o que os difere é a forma como são estruturados emocionalmente. Culturalmente, espera-se homens fortes e corajosos e mulheres delicadas e frágeis. “E aí, depende muito da forma como fomos criados e se, na idade adulta, nos mantemos ou não nessa forma de criação. 

O que você ouvia quando era criança sobre meninos e meninas? Ouviu dizer que meninos não choram? Ou que meninas são choronas? Ouviu dizer que meninos trabalham como motorista de caminhão e meninas como professoras? O que você ouve quando criança é um fator de peso para o adulto que você vai ser emocionalmente”, lembra.

Cuide-se!

Entre as dicas para uma boa saúde mental está uma boa dose de planejamento e organização, principalmente quem leva uma múltipla jornada – seja homem ou mulher. “Sugiro dividir seu tempo em: eu + família + trabalho. Pega papel e caneta e considera que, na semana, há 168 horas (7 x 24 = 168); sendo assim, divida essas 168 horas em eu + família + trabalho.

Agora observe quanto tempo você tem direcionado para cada um. Você acha essa divisão justa? Para que a sua saúde mental não seja prejudicada pela correria do dia a dia, você precisa considerar a divisão justa! Se o seu ‘eu’ não estiver bem, como conseguirá dar a devida atenção para a sua família e para o seu trabalho? Primeiro você!

Autoestima lá no alto

A dica para a mulher elevar a autoestima é tirar dois minutos antes de iniciar o dia e fazer um exercício diante do espelho. “Sempre oriento a se olhar nos olhos, observar-se com carinho, e falar (em voz alta) frases carinhosas para si mesma, como: eu sou linda, eu me amo como sou, eu tenho um corpo saudável e sou feliz com ele, quem me ama de verdade vai me aceitar como sou, etc.”, convida a Psicóloga. 

O cuidado é necessário quando há uma repressão interna e a mulher se comporta ao contrário do que pensa, por receio do julgamento. Isso pode afetar a saúde mental da mulher pois faz-se um esforço emocional muito grande para segurar pensamentos, palavras e comportamentos que deveriam ser naturais e, ao mesmo tempo, manter-se dentro do comportamento que entende ser adequado para a mulher.

Limpe o excesso de bagagem!

Quando sentir que a mochila precisa ser organizada e limpa, mas não sabe por onde começar (ou, até mesmo, não tem coragem), procure um profissional que possa te auxiliar, procure livros de autoconhecimento ou vídeos sobre esse tema na internet. O importante é não ficar carregando pesos que não são seus.