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Que palco vibra?

por | jan 14, 2020 | Colunistas | 0 Comentários

Que palco vibra neste lugar?

O ano novo me traz reflexões acerca das festas de fim do ano passado, ainda muito recente. O que significa a passagem de um novo ano? O que entendemos ser relevante como rituais de passagem de tempo? No que nós podemos contribuir para manter a existente identidade de lugar de uma comunidade neste contexto? Como acolher novos comportamentos, novas pessoas, novos eventos sem perder a originalidade sócio comunitária da qual pertencemos? Será que precisamos de tantas ‘baladas’, de tantas festas, de tantos palcos para não nos sentirmos atrasados quanto ao que, alguns, chamam de crescimento? O que estas festas realmente consomem (com-somem)? Qual o valor do respeito ao sossego para quem compartilha conosco todos os dias o mesmo lugar? A vida oferece uma diversidade de ritmos, acordes, vibrações, entre estes, os naturais e os tradicionais do lugar, então, porque o que vem de fora é, para tantos, mais importantes do que aqueles que nos embalaram durante nossa infância, juventude e maturidade? Um palco vibra amor quando o amor é o ator principal. É essa a música que alimenta a alma de uma comunidade e tudo que está em seu entorno. Ouçamos o que diz o vento e o canto dos pássaros, bebamos a sabedoria enquanto nos deleitamos nas águas da nossa lagoa e de nossas praias, nos embriaguemos com o ar puro que respiramos neste lugar, estejamos abertos aprender sobre os valores materiais e imateriais de quem é alfabetizado pelo bem viver, desfrutemos da convivência familiar dos que nos cercam. Isso tudo, ‘sem pressa de crescer’ de qualquer jeito. Dinheiro é bom, mais não é tudo. Turismo sustentável traz qualidade de vida. É esse palco que fortalece em mim o sentimento e a consciência da importância em preservar este lugar. E para você, que palco vibra neste lugar, no seu lugar?

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