Amamentação: saúde para a vida toda

by | Aug 12, 2019 | Corpo e Mente | 0 comments

O leite materno é, sem dúvida, o alimento mais rico e saudável para uma criança, por isso a recomendação é clara: amamentar é preciso!

A Semana Mundial de Aleitamento Materno é celebrada desde 1992, entre os dias 1 e 7 de agosto, período conhecido como Agosto Dourado. O lema desse ano é “Dar poder a mães e pais, favorecendo a amamentação hoje e para o futuro”. “O bebê deve mamar logo após o nascimento. Nos primeiros dias, a secreção láctea é chamada de colostro, que contém mais proteínas e menos gordura do que o leite maduro, e é rico em imunoglobulinas, especialmente a IGA”, explica o Médico Pediatra Rômulo Warken. “A concentração de gordura aumenta no decorrer da mamada. Assim, o leite no final é mais rico em energia e sacia melhor a criança, daí a importância de esvaziar bem a mama. Água, chás e, sobretudo, outros leites devem ser evitados, pois há evidências que o seu uso está associado a desmame precoce e aumento da morbimortalidade infantil”, alerta.

O médico explica que o leite materno deve ser oferecido em regime de livre demanda, sem tempo pré-estabelecido. “Ele é o alimento adequado para o desenvolvimento sadio da criança. O ideal é que seja o único alimento até os 6 meses de vida, e complementado até os 2 anos ou mais, fortalecendo o vínculo entre mãe e filho”, completa Rômulo.

Saúde para mãe e bebê

Entre os inúmeros benefícios, o leite materno protege a criança contra alergias e infecções, fortalecendo-a com os anticorpos da mãe. Ele também diminui consideravelmente episódios de diarreias, otites, pneumonias e doenças crônicas como o diabetes. Além disso, favorece o desenvolvimento dos ossos e fortalece a musculatura da face, facilitando o desenvolvimento da fala.

Mais prática e mais econômica, a amamentação evita o risco de contaminação no preparo de outros leites e diminui o risco de obesidade infantil. “Ela traz vantagens para a mãe, melhorando o vínculo mãe-bebê, melhor perda de peso pós-parto, retorno aos ciclos ovarianos mais rapidamente, além de proteção contra câncer de ovário e de mama”, pontua o Médico Pediatra. Entre outros fatores, melhora a autoestima, transmitindo prazer, segurança e conforto. “Em relação aos pais, o homem deve conhecer os detalhes e a importância de amamentar, assumir tarefas e respeitar o tempo da mulher e seus sentimentos, apoiando a amamentação”, lembra o Médico Rômulo.

Mamaço PDR

Para celebrar o Dia Mundial da Amamentação – 1º de agosto -, um grupo de mães realizou um evento de troca de conhecimento e de união, no dia 4, durante o Brechó Cultural da Família Cisinha. O 1º Mamaço PDR teve roda de conversa sobre a importância do aleitamento materno com o apoio da Doula Andressa Gabriele e um bate-papo entre as participantes. Mãe do Breno, de 11 meses, a Taís Barcelos explica como é a sua rotina. “A amamentação é muito importante para a saúde do bebê, pois o leite materno oferece todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Ainda que o Breno já coma de tudo, o leite continua sendo o alimento principal para ele e está à disposição. Desde que nasceu, ele mama em livre demanda. É cansativo, mas compensador. Um dos momentos mais lindos e especiais da maternidade”, revela. 

“Existem mamães que ficam preocupadas achando que apenas o leite materno não é suficiente. Mas é o único alimento que fornece nutrientes importantes para o desenvolvimento cerebral, combate infecções e evita doenças”, sugere Tais.

Vai de peito!

O Médico Pediatra Rômulo Warken separou algumas dicas para tornar a amamentação um momento feliz e bem aproveitado para mulher e bebê:

  • Roupas da mãe do bebê adequadas, sem restringir movimentos. As mamas devem estar completamente expostas e o bebê deve estar vestido de maneira que os braços fiquem livres.
  • Mãe confortavelmente posicionada, relaxada, bem apoiada, não curvada para trás, nem para frente. O apoio dos pés acima do chão é o ideal.
  • Braço inferior do bebê posicionado ao redor da cintura da mãe, de maneira que não fique entre o corpo do bebê e o corpo da mãe. Corpo do bebê fletido sobre a mãe, com as nádegas apoiadas.
  • Pescoço do bebê levemente estendido.
  • Mãe segurando a mama formando um C com o dedo polegar colocado na parte superior e os outros quatro dedos na parte inferior, tendo o cuidado de deixar a aréola livre. Os dedos não devem ser colocados em forma de tesoura, interpondo-se entre a boca do bebê e a aréola.
  • O bebê que vai à mama e não a mama que vai ao bebê. Uma regra útil para que não haja problemas quanto à pega é solicitar a mãe que posicione a cabeça do bebê de maneira que o nariz da criança fique na altura do mamilo. Mãe estimula o lábio inferior do bebê com o mamilo, para que ele abra bem a boca e abaixe a língua.
  • Mãe com um rápido movimento leva o bebê ao peito. Bebê abocanha, além do mamilo, parte da aréola (2cm). Lembrar que o bebê retira o leite comprimindo os seios lactíferos com as gengivas e a língua.
  • Queixo do bebê toca a mama, mantendo as narinas sempre desobstruídas, com a boca aberta colada na mama, sem apertar os lábios.
  • Mandíbulas do bebê em movimento.
  • Deglutição visível e/ou audível.

Foto: Bebê Abril / Arquivo pessoal