Gratidão pelo peixe que veio

by | Jul 5, 2019 | Comunidade | 0 comments

No Rancho do Luz, enquanto organizavam as redes e faziam os reparos, os pescadores receberam a equipe do Jornal PDR com alegria. “A safra não foi boa em várias praias, mas aqui não podemos reclamar. Pegamos pouco mais de 2.500 tainhas”, conta o Pedro Marques. “Às vezes o cardume passa por fora, vai encostar em outra praia. Às vezes ele vem e o mar não está bom para arrastar. Quem sabe é Deus. Seguimos aqui para manter uma tradição de mais de 100 anos”, completa. Os mais de 20 pescadores que se unem ali são, em maioria, descendentes de uma mesma família, netos de um dos irmãos Domingos: Pedro, Tomé e Antonio. É a herança viva de conhecimento e tradição que acontece todos os dias. E quem quiser ouvir mais histórias, sempre tem boas risadas e um café passado por lá.

No Rosa sul, a equipe do rancho do seu Anastácio (em memória) no Porto Novo, comemorou, no dia 2 de julho, um cerco de duas canoas que trouxe mais de 2 mil tainhas. Os registros emocionantes foram feitos pela Renata Marques Gonçalves, neta dos pescadores Manoel Francisco, o seu Mané Chico (em memória) e da Maria Learcina, a dona Cota.