No aguardo do vento Sul

by | Jun 8, 2019 | Comunidade | 0 comments

Foto: Glaucia Rosa Damazio

Pelos ranchos de pesca da região, a safra da tainha de verdade ainda não chegou. O Rancho que mais capturou o peixe foi o do Seu Anastácio (em memória), no Porto Novo, que chegou às duas mil unidades. Na praia do Luz, Barra de Ibiraquera, no Rancho do Ademar na Praia Vermelha e no Ouvidor, os números estão na casa das 200 tainhas. Neste início de temporada, o clima castigou, com mau tempo e ressaca no mar. Mas a alegria na preparação e a esperança pela chegada dos peixes é constante. De olho no mar e no vento sul, os pescadores seguem com canoas a postos, esperando para alcançar o cardume. Na Praia do Ouvidor, outras questões dificultam para aqueles que tiram o sustento do oceano. 

“Passamos a noite toda trancados no rancho e dormimos de olhos abertos. Porque a bagunça na areia da praia é toda noite. Cavalinho de pau, som alto, farol no mar. A praia do Ouvidor é morta pra tarrafa por causa da baderna. É verão, e é inverno”, lamenta o seu Antônio da Silveira, o seu Totó. Segundo ele, o fechamento da praia para os carros é sinônimo de sossego e tranquilidade para trabalhar na pesca.